A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi sancionada em agosto de 2018, e há um ano entrou em vigor no Brasil. Ela visa evitar o vazamento de dados, sendo desde então, um grande desafio para a tecnologia da informação (TI) convencer o setor empresarial sobre sua necessidade, já que 99% dos empreendimentos do país são micro e pequenas empresas, e estas precisam se adequar à lei tendo como dificuldade principalmente a questão financeira. 

A obrigatoriedade da sua aplicação nas empresas estava prevista para o ano passado, mas devido à pandemia da Covid-19 foi adiada para 2021. Então suas sanções administrativas, previstas nos artigos 52, 53 e 54 entraram em vigor a partir de 1° de agosto de 2021.

Segundo a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), as punições para quem descumprir a LGPD variam conforme o grau de infração e o porte da empresa, podendo ser em forma de advertência, multa, publicitação do ato, suspensão do funcionamento, bloqueio/eliminação dos dados vazados e proibição das atividades.

Possibilidades de terceirização da adequação à LGPD

O trabalho de quem desenvolve sistemas para adequação à LGPD tem sido uma boa opção para os pequenos negócios. Em muitos casos a figura do DPO (Data Protect Officer – encarregado da proteção de dados) pode ser substituída por quem tem atendimento especializado, o que reduz os custos a locais que não podem ter esse profissional.

Outro ponto que mostra a terceirização do serviço como uma boa opção é a falta de conhecimento sobre a LGPD, sendo muito mais simples e rápido a contratação de uma empresa da área que, em pouco tempo, conseguirá analisar e planejar a implementação da lei.

Uma ferramenta importante para a implementação da lei é o consentimento de cookies, um dispositivo em que o usuário de um site libera o rastreamento de informações, concordando com a política de privacidade do mesmo.

O processo

A aplicação efetiva da LGPD dentro das companhias pode ser vista como difícil, principalmente ao setor de TI, devido ao acúmulo prévio de tarefas (o que dificulta a aceitação de novas demandas pelo setor) e o número de pessoal e de budget desproporcional ao número de chamados.

O mapeamento e olhar crítico para com todas as atividades da empresa e não ter medo de mudar ou extinguir processos ultrapassados são opções que devem ser exploradas, podendo melhorar e facilitar a implementação da LGPD. 

Além das ferramentas utilizadas para o cumprimento da LGPD, é necessário trabalhar com a educação de quem está no ramo empresarial para evitar o vazamento de dados, um treinamento que resultaria no chamado firewall humano.

Um bom CX na implementação da LGPD

A partir da nova LGPD, o trabalho com dados exige cuidado com a abordagem do cliente, sendo essencial que a relação seja mais transparente possível quanto à coleta e utilização dos dados, focando no customer experience (CX). O consumidor deve se sentir seguro e entender os motivos e vantagens pelos quais o recolhimento das informações seja realizado.

A transparência deve ser mantida em todo o período, até mesmo no pós-atendimento, o momento de exclusão de dados. A promoção de um bom CX no processo pode fazer com que sua base de dados continue crescendo e tenha uma qualificação ainda melhor.

 

Fonte:  https://www.consumidormoderno.com.br/2021/09/23/desafios-implementacao-lgpd-ti/

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